sexta-feira, 29 de junho de 2012
Liberdade.
Quando o rosa finalmente vira azul. Quando o descanso finalmente chega. Quando o crepúsculo finalmente acaba e volta a brilhar a doce e reconfortante luz quente e suave do sol de fim de outono. Quando a respiração fica estável em qualquer lugar, quando a agonia de estar sempre "vistoso" já não incomoda mais. Quando o medo de simpatia também se foi, junto com toda a excitação e vontade de te encontrar. Junto com a chuva que passou dizendo adeus pro outono. O céu finalmente brilhou, dizendo "olá" pro inverno, um inverno congelante, que eu espero que me congele sozinha por um tempo, distante e livre de qualquer tristeza. Poder olhar pra outras pessoas sem culpa, poder sorrir e zoar sem me sentir vazia e hipócrita por dentro, poder sentir todos os poros respirando aliviados e independentes de novo. Poder simplesmente deitar em alguma sarjeta e deixar a mente navegar para um lugar que não fosse de encontro à você. Poder simplesmente andar na rua e não sentir que tudo me lembra "nós", porque o "nós" nunca existiu. Era sempre eu, lutando só. Não quero te agradecer, porque isso seria a maior falsidade que eu teria feito. Quero te mandar ir tomar no cu, por me fazer perder tanto tempo, na verdade, eu te acho desprezível. E saber que eu não penso em você todo minuto, que eu espero e anseio não me lembrar de você, de saber que eu não vou mais pra cama toda noite com o seu nome na mente e por (melhor ainda) saber que eu nunca te amei e me livrar dessa, é como uma brisa da mais leve camada de perfume de peônias silvestres que o mundo poderia jogar para o meu rosto. Liberdade. Isso é o que eu sinto, liberta. De uma coisa que me consumiu tanto, que me fez tão mal... Agora é como se eu fosse liberta num campo, depois de meses em prisão solitária. Saudade? de alguns momentos bons, como os de amizade, a sensação de adrenalina. Mas o que eu mais adoro nisso tudo é poder pensar nisso e rir, por saber que dá próxima vez que eu me apaixonar vai acontecer tudo de novo. E que isso significa se apaixonar. E mesmo assim, quando acabar novamente eu vou voltar e escrever um novo texto, uma nova sensação de liberdade. Liberdade e Força.
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