quinta-feira, 14 de junho de 2012

VERGONHA.

Vergonha, uma palavra tão bobinha mas com um efeito tão poderoso. Como um sentimento pode ser tão vazio e tão destruidor não é? Sem brincadeira, parem pra pensar em todas as vezes que você passou vergonha. Não é terrível ? Você ainda sente aquela coisa constrangedora do momento do ocorrido dentro de você, e tenta tirar de qualquer jeito da sua cabeça aquela lembrança, mas ela simplesmente não sai… E por que? Como nós podemos esquecer algumas coisas que aconteceram em nossas vidas que foram bobinhas, mas um pouco significativas, e não podemos esquecer nenhum detalhe daquela coisa que basicamente acabou com a nossa auto estima, que nos colocou lá no chão, e que fez com que nós nos sentíssemos meras crianças de cinco anos de idade perto de um bando de adultos! Bom, eu simplesmente odeio esse sentimento, porque ele fica cravado na cabeça, martelando o nos torturando enquanto ele aparece com uma plaquinha escrito “meu, olha o que você fez”, e nós vamos carregar aquelas imagens de constrangimento por um bom tempo, e quando lembrarmos vagamente dela, a terrível sensação de vergonha volta como um tiro. O mais engraçado de tudo isso, é como as pessoas tentam escapar de situações como essa, rindo de si mesmos, ou dando desculpas esfarrapadas… não importa o que digam, dentro deles, aquela sensação de derrota e baixa auto estima vão persegui-lo para sempre, talvez não para sempre, mas por um longo período de tempo.. E enquanto isso acontece, vamos estar pensando “se eu pudesse voltar no tempo, iria concertar todos esses momentos em que eu passei vergonha”… ou sentimento chulo, que degenera, que mata.


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